Archive for the ‘Mochila Velha’ Category

A Hora Mais Escura (2012)

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Para simplificar e deixar bem claro, o tema principal deste filme é: como os Estados Unidos encontraram e mataram Osama Bin Laden.

Agora outro detalhe importante. País de produção do filme: Estados Unidos.

Isto posto (e você deve estar ciente das informações acima antes de assisti-lo), podemos analisar A Hora Mais Escura como uma esforçada tentativa de seus produtores de contar um dos casos de eliminação de inimigos número 1 mais nebulosos da história recente.

Imagine a dificuldade de se fazer um filme desse. É claro que a CIA nunca abriria completamente o jogo sobre sua forma de operação no caso, por mais que Hollywood pedisse.

Temos então um longa em que o governo americano claramente decidiu o que seriam os “publicáveis” fatos reais. A verdade nua e crua só pode ser encontrada mesmo em algum lugar de nossa imaginação, portanto.

A protagonista Maya, interpretada por Jessica Chastain (A Árvore da Vida), é uma agente da CIA que por anos trabalha na investigação sobre o paradeiro de Osama e não descansa até encontrar o barbudo. Para isso, ela bate de frente com vários figurões da Inteligência que acabam engolindo tudo a seco, tamanha a competência e determinação da moça.

O enredo, obviamente calcado em uma linguagem investigativa, chega nas portas do massante na primeira metade do filme. Algo mais conciso seria muito bem-vindo, por mais que o objetivo fosse evidenciar toda a complexidade da ação.

O momento da captura de Bin Laden é o grande auge, e a hora de maior tensão. Nota dez para a diretora Kathryn Bigelow que tomou o cuidado de não fantasiar sobre a invasão das tropas à residência do terrorista. Nada de glamourização para valorizar superficialmente o fato retratado.

Indicado a 5 Oscars na edição de 2013, A Hora Mais Escura abocanhou (empatado com 007  – Operação Skyfall) o prêmio de Melhor Edição de Som.

Envolvido em diversas polêmicas, como a cena inicial com áudios reais de vítimas do 11/09 no momento da tragédia, e o adiamento de sua data de lançamento para não coincidir com as eleições presidenciais americanas, o filme deve ser visto com certa parcimônia.

E se você achar as cenas de “tortura” leves demais, seja bem vindo à história americana segundo os próprios. É para poucos…

TRAILER

http://www.youtube.com/watch?v=SvXTjHL5BGY

O Vôo (2012)

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emcartaz2Excelente drama estrelado por Denzel Washington (Um Ato de Coragem, O Sequestro do Metrô 123), O Vôo conta a história do comandante Whip, alcoólatra e viciado em drogas responsável por salvar quase todas as pessoas a bordo em um acidente aéreo de grandes proporções.

A palavra “quase” é o inferno de Whip durante todo o filme. Como 6 pessoas morreram, ele terá que provar que não estava chapado enquanto pilotava o avião, mesmo tendo bebido e cheirado “todas” desde a noite anterior.

Não entendo nada de aeronáutica, mas a cena em que ele faz com que o avião vire de ponta-cabeça para estabilizar e não cair é espetacular. A forma como a cena é dirigida, mostrando sempre o desespero dos passageiros e toda a extrema turbulência, te coloca dentro da ação.

Cheguei a cogitar como deslocada a interpretação muito calma de Washington durante a tensão da queda, até lembrar que ele estava de ressaca. Detalhe perfeito, afinal quem quer se estressar por “qualquer coisa” com a cabeça latejando e a boca seca? Avião caindo? “Não há de ser nada, inverta essa lata velha.”

Após o acidente, o filme vira um drama mais clássico, baseado na luta do protagonista em largar seu vício. Whip conhece Nicole Maggen, viciada em heroína em reabilitação, com quem acaba desenvolvendo uma relação conturbada.

O filme escancara mesmo todos os problemas relacionados ao alcoolismo, nos levando a crer que não há saída para o protagonista. Os vários anti-clímax a cada nova tentativa frustrada de vencer o vício minam gradativamente a “auto-estima” do próprio espectador.

Isso não é ruim. Em um filme como esse, a tacada de mestre do diretor Robert Zemeckis é exatamente essa. Você começa a entender perfeitamente a desgraça em que Whip está imerso.

Destaque para John Goodman (o Fred de Os Flinstones) interpretando um traficante espirituoso que parece ter vindo direto de um dos filmes de Se Beber Não Case.

O Voô foi indicado ao Oscar 2013 nas categorias Melhor Ator (Denzel Washington) e Melhor Roteiro Original (John Gatins), sem vencer nenhum dos dois prêmios.

Não sei se é um filme digno de Oscar, mas misturar fortes cenas de ação com um drama intenso funcionou muito bem aqui. Aliás, muito melhor do que misturar “álcool” e “manche”.

 

TRAILER

 http://www.youtube.com/watch?v=LdpzTsqRSPw

 

 

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (2012)

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Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança, sequência de Motoqueiro Fantasma (2007)conta a história de um Johnny Blaze já muito atormentado pela maldição de se transformar no motoqueiro endiabrado, “habilidade” involuntária que foi obrigado a contrair após fazer um pacto com Roarke (hospedeiro do demônio Mefistófeles) no primeiro filme.

Com a promessa de se ver livre do tormento, Blaze (Nicolas Cage) parte em busca de uma criança (Danny) que nada mais é que o filho do próprio demônio que seria entregue em um ritual para receber o espírito de Mefistófeles.

Talvez não tenham inventado, até hoje, um super-herói tão “cool” (ou, simplesmente, legal) como o Motoqueiro Fantasma.

O impacto visual provocado por um demônio esquelético flamejante a bordo de sua moto irada deixa qualquer um de queixo caído.

Não há muito destaque para Nicolas Cage (Cidade dos Anjos, Con Air), já que sua cara é a mesma de sempre. A expressão dele só muda mesmo quando o Motoqueiro Fantasma surge e sua cabeça vira uma caveira em chamas.

Gostei muito do vilão Blackout que envelhece e definha tudo o que toca, apesar de isso não acontecer com o volante do carro que ele dirige. Pra que passar sem algum furo, não é mesmo?

Desenterraram  Christopher Lambert (Highlander, Mortal Kombat), interpretando o  monge líder que quer a destruição de Danny para evitar o pior. Uma bela surpresa considerando que não ouço falar em Lambert há séculos.

Mas atores sem expressão e há muito sumidos em nada comprometem a presença de cena do Motoqueiro Fantasma e sua sede de almas malignas, retratadas de forma espetacular por efeitos especiais de tirar o fôlego.

A questão é a seguinte, meu amigo: os Vingadores fugiriam como se fossem os Batutinhas se encontrassem o Motoqueiro Fantasma pelo caminho. Posso apostar até a alma quanto a isso.

 

TRAILER

http://www.youtube.com/watch?v=GUuDq5yYDaY

Como Treinar o seu Dragão (2010)

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Soluço é um garoto que vive em uma cidade dominada pelos vikings onde a principal “atividade econômica” é a caça aos dragões.

A questão é que nosso herói descobre que ele simplesmente, por dó, não consegue matar os terríveis monstrengos, virando alvo de chacota em toda a comunidade viking e motivo de desgosto para seu pai, que é o líder nas operações de caça.

A grande virada se dá quando Soluço aprende e desenvolve a habilidade de domar as feras, virando a cidade dos valentões vikings de ponta-cabeça com a ideia.

Como a maioria das animações da Dreamworks, o filme é sensacional. Diálogos certeiros, com o bom humor característico dos filmes da produtora e nada de ser infantiloide, só porque é um desenho.

O dragão Banguela, parceiro de Soluço, é impagável na medida em que ele se comporta como um cachorro de apartamento. Isso parece um absurdo? Espera aí, estamos falando de dragões. Quantos dragões você vê voando por aí….?

Na verdade, as histórias e conceitos de mundos fantásticos já estão tão saturados que é preciso imaginar além para fazer algum sentido hoje, e Como Treinar o seu Dragão faz isso muito bem.

Pra citar um ponto negativo, os gráficos (não, não estou resenhando um game) poderiam ser “um pelinho” mais caprichados. Um exemplo são as barbas dos vikings, que parecem duras demais. A não ser que estivessem muito ensebadas por falta de banho, mas com certeza não é isso. Entre outras coisas, tem também alguns dragões figurantes sem muitos detalhes que valorizariam visualmente determinadas cenas.

Como Treinar o seu Dragão, é baseado na série de livros da escritora Cressida Cowell, e está prevista uma sequência para 2014.

E, se você quiser se espelhar em alguém, esqueça o Rocky Balboa ou Tony Stark. O cara certo se chama Soluço. Pois se no final você não aprender a domar um dragão, pelo menos o seu cachorro vai se fingir de morto quando você mandar.

 

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http://www.youtube.com/watch?v=78mRofRL4F8

Meu Namorado é Um Zumbi (2013)

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Meu Namorado é um Zumbi, cujo nome em inglês (Warm Bodies) vende muito melhor o filme,  segue a onda e fórmula da franquia Crepúsculo.

Se já usaram vampiros e lobisomens em uma história de amor, porque não fazer o mesmo agora com zumbis?

Conceitualmente a ideia é completamente ridícula e destrói toda a essência e glamour da figura do zumbi, construída pelo cinema desde o início do século XX.

O filme se passa em um cenário de apocalipse, com um “jovem” zumbi cheio de problemas existenciais, buscando objetivos para sua “morte” além da perseguição a humanos.

Após comer o cérebro do namorado da sobrevivente Julie, ele automaticamente se apaixona pela garota, passando a protegê-la de todos os perigos de um mundo dominado pelos mortos.

É impossível isso não ser cômico, e os momentos em que o filme se aproveita desse aspecto acabam sendo os melhores.

Mas quando a coisa se leva a sério, não dá pra engolir. Para se ter uma ideia, a certa altura você vai se pegar torcendo para os zumbis em uma batalha contra os “Esqueléticos” (vilões, até que enfim!).

Pode haver quem diga que o filme queira passar a mensagem de que o amor faz a força e une todos os povos mas, por favor, não era pra fazer isso com os zumbis.

Não com eles!

Eles só deveriam comer carne humana. E deles, nós só deveríamos ter medo.

 

 TRAILER

http://www.youtube.com/watch?v=vUeYQGlpfp0

Do Inferno (2001)

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Johnny Depp estrela o suspense Do Inferno, onde interpreta o investigador Frederick Abberline, em busca do culpado de uma série de crimes contra prostitutas.

A história é baseada nas matanças de Jack, O Estripador, mas como todos sabemos que o verdadeiro Jack nunca foi encontrado, temos aqui uma suposição ficcional  já que, no fim, a cara lavada do assassino é revelada.

Como de praxe em filmes de mistério, vários suspeitos são levantados no decorrer da trama, até que o protagonista junta todo o quebra-cabeça em questão de segundos para encontrar o verdadeiro culpado.

Em relação ao enredo, nada me chamou muito a atenção. Tem o andamento normal de filmes de investigação clássicos, sem acrescentar muita coisa para que pudesse ser um sucesso nos dias atuais.

Depp (Edward Mãos de Tesoura, Piratas do Caribe) está morno e não se destaca como deveria, tendo em vista sua qualidade como ator.

Quem vai melhor é Ian Holm (o Bilbo de O Senhor dos Anéis), interpretando um cirurgião que ajuda Abberline a entender os métodos sanguinários de Jack.

Aliás, são as violentas cenas de morte que chamam a atenção. Em um filme morno, é preciso que o sangue chegue até o seu rosto para mantê-lo acordado.

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http://www.youtube.com/watch?v=yw8US3gS37w

Django Livre (2012)

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Jamie Foxx é Django, escravo nos Estados Unidos do século XIX, que acaba virando parceiro do caçador de recompensas Dr. King Schultz (Cristoph Waltz), após revelar suas habilidades como pistoleiro.

A dupla mata meio mundo, a serviço do governo, até se depararem com Calvin J. Candie (Leonardo DiCaprio), grande fazendeiro, dono da escrava Broomhilda Von Shaft, esposa de Django.

Mais um filme de Quentin Tarantino, com sua devida impressão digital.

Os diálogos, como sempre, são incríveis e o toque vintage que o diretor imprime a seus filmes, como o “zoom” da câmera em momentos chave e os “letreiros” de identificação de elementos em certas cenas estão todos lá.

O ritmo alucinado aliado à trilha sonora fantástica e às reviravoltas constantes (mais Tarantino) é a fórmula certeira para qualquer um achar que passou apenas meia-hora ao término de um filme que tem quase três.

Foxx está ótimo, mas quem definitivamente rouba a cena, a exemplo de em Bastardos Inglórios, é Cristoph Waltz, curiosamente interpretando um alemão outra vez (repetição que me pareceu mais uma fanfarronice de escritor/diretor).

Leonardo DiCaprio vai muito bem como “vilão”, palmas pra ele, fugindo cada vez mais do naipe Jack de Titanic.

“Django (o D é mudo) Livre” tem o padrão de qualidade e toda a imprevisibilidade de roteiro dos filmes de Tarantino. Você pode imaginar mil finais enquanto assiste, mas nunca vai adivinhar o verdadeiro.

Quantos filmes te desafiam assim?

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http://www.youtube.com/watch?v=tivv135aGbc

João e Maria – Caçadores de Bruxas (2013)

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Fui assistir a esse filme sem muita expectativa. Afinal, o que esperar de um longa sobre a clássica história de João e Maria cujo cartaz parece mais de um filme do G.I. Joe? Logo pensei: viajaram longe….

Mas não é bem assim.

O filme na verdade conta o que seria um “João e Maria 2, o retorno”, com as duas crianças da história tradicional já adultas e ganhando a vida procurando, perseguindo e matando bruxas.

Prato cheio para um filme de aventura/ação típico com muito tiro, perseguição e uma boa dose de sanguinolência.

Torci o nariz para coisas tais como toca discos, seringa de insulina e armas de fogo em um ambiente que aparentemente retratava a Idade Média. Não combinou mesmo.

Acima da média foi a caracterização das bruxas, as grandes vilãs da história. É de pôr medo em qualquer um, elevando ao quadrado a idéia apavorante de bruxa que tínhamos quando éramos crianças.

Destaque para Famke Janssen (X- Men), interpretando a bruxa chefe Muriel e para Peter “já vi esse cara antes” Stormare (o russo de Armageddon), fazendo o xerife folgado que fez até um Troll perder a paciência.

João (Jeremy Renner, de Os Vingadores) e Maria (Gemma Arterton) – Caçadores de Bruxas felizmente não é um filme da carochinha. É o filme perfeito pra você, que “adora o cheiro de bruxa queimada pela manhã…..”

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http://www.youtube.com/watch?v=szl-dqv8Y_M

Gran Torino (2008)

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Um sensacional Clint Eastwood interpreta um rabugento ex-combatente da Guerra da Coréia que se vê obrigado a conviver com asiáticos em sua vizinhança.

Quando uma das crianças orientais tenta roubar seu velho Gran Torino, o enfezado senhor se prepara para a guerra novamente, mas acaba desenvolvendo uma curiosa relação de amizade com o povo contra qual outrora guerreou.

O mau-humor e as tiradas sarcásticas de Eastwood são impagáveis, me provocando risos em várias cenas do filme que, a rigor, é um drama.

Gran Torino, também dirigido por Clint Eastwood, me fez acompanhar os créditos finais em sua totalidade, não para ler as letras miúdas, mas para involuntariamente refletir sobre o desfecho do filme.

E, definitivamente, isso só acontece comigo quando o filme é muito bom.

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http://www.youtube.com/watch?v=Y_0088KD1_U

Os Vingadores – Programas de Animação para Efeitos Visuais

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Como sabemos, atualmente é muito difícil algum filme não possuir algum efeito especiais, porém quais são esses programas que fazem tudo isso ser possível?  No vídeo acima temos uma base de como foi feito algumas animações do filme “The Avengers”.

A modelagem dos objetos e personagens foi feita com o ILM Zena, a animação foi feita com o Maya e a renderização ficou sob responsabilidade do Pixar Renderman. Vale dizer que todos eles custam muito caro e demandam supermáquinas para que possam ser executados.

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