Cor de burro quando foge?

Frase é inspirada em ditado centenário
por Juan Torres

Várias espécies animais se transformam quando ameaçadas. O camaleão muda de cor. O polvo solta uma tinta escura que funciona como camuflagem. Não é esse o caso do burro. Portanto, a frase, muito usada em todo o Brasil para tratar de uma cor indefinida, não tem explicação no comportamento do bicho. A resposta mais provável para a origem do termo está em um registro feito no começo do século 20 pelo gramático Antônio de Castro Lopes (1827-1901), que documentou o uso popular da construção “corro de burro quando foge”. A repetição provocou uma frase que não faz o menor sentido, e que mesmo assim ficou consagrada.

Fonte: Revista Aventuras na História

Mais uma curiosidade do Mochila Velha: você já ouviu o ditado “quem tem boca vai à Roma”? Você já parou pra pensar “mas por que Roma”? Tem tantas cidades no mundo e escolheram justamente Roma?
Pois saiba que esse é mais um ditado que foi distorcido ao longo dos anos. O ditado original era “quem tem boca, vaia Roma”, fazendo uma referência à antiga Roma, terra de imperadores e senadores muitas vezes odiados pela população.

PS: só mais uma curiosidade. O trava língua “o rato roeu a roupa do rei de Roma” remete aos tempos em que Roma era uma monarquia (até o século VI a.C.). Neste período, muitos dos reis romanos não eram de fato romanos. Eram reis impostos pelo povo etrusco, que invadira e dominara a cidade antes do surgimento da república romana.


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One Response to “Cor de burro quando foge?”

  • Weder Sevla disse:

    Essa revista está equivocada.
    acesse:

    “http://www.ciberduvidas.pt/pergunta.php?id=21315”

    e sobre o burro, não tem nada haver com camaleão ou repetição de escritor algum. Isso foi criado no sertão. Como todos da roça sabem quando o danado do burro foge é um trabalho incansável para recupera-lo. Suja-se o peão, suja-se o burro. E como aquela terra vermelha (frequente e normal no sertão) inconfundível está por todo seu corpo, todos que o veem sabem que este é um burro fugido. :}
    A revista precisava apenas de uma matéria rápida, mas acabou se equivocando e reunindo informações totalmente incorretas.

    Tenho pena é do escritor que ainda teve seu nome no meio disso. Um ditado “popular” arquitetado por um escritor. E ainda no século 20 onde o distanciamento da população com a leitura mais se agravou. Essa é boa meu amigo 🙂

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